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Boleima de maçã - Dia amarelo

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Este é um doce tradicional da Páscoa, sobretudo no Alto Alentejo. Feito à base de água, farinha, azeite, sal e sem fermento...
As boleimas surgiram a partir do bolo da massa, que não é nada mais que o pão ázimo que os Judeus comem durante a Páscoa.
Aos ingredientes básicos do bolo da massa começaram-se a juntar outros como o açúcar, canela, doce de maçã, nozes...
Existem muitas variantes, sendo a de Maçã característica de Castelo de Vide.
Esta receita é baseada numa publicada pelo pingo doce e apesar de já não ir a tempo de ser uma sugestão para a Páscoa, ainda vai a tempo de ser a minha primeira participação no dia da cor da Mary.

Ingredientes:
75o gr de massa de pão*,
350 gr farinha,
250 ml azeite extra-virgem,
250 gr. açúcar amarelo,
canela em pó,
50 gr. miolo de nozes,
4 maçãs reinetas (lavadas e descaroçadas).

Amasse muito bem a massa de pão com o azeite e metade do açúcar, polvilhando com farinha para não pegar.
Estenda metade da massa e polvilhe com farinha (espessura de 2 cm). Coloque-a no fundo dum tabuleiro previamente untado com azeite, de forma a ficar todo o fundo coberto e apenas um pouco de massa levantada nas bordas.
Sobre a camada de massa, espalhe 50 gr de açúcar, canela em pó e metade das nozes.
Disponha as maçãs cortadas em fatias finas, de forma uniforme.
Adicione outra camada de massa igual, unindo-as bem em volta.
Polvilhe com o restante açúcar e canela.
Com a ponta da faca divida apenas a camada superior da massa (sem atingir o recheio) em cerca de 30 rectângulos uniformes.
Deixe levedar durante cerca de 1 hora.
Leve a cozer em forno quente, durante cerca de 40 a 50 m.
Verifique a cozedura com um palito: a massa deve ficar corada mas sem queimar.
Retire a boleima do forno, deixe arrefecer e acabe de cortar os quadrados pelos golpes que marcou.

*Massa de pão:
Em 3 dl de água tépida dissolva 1 c. de café de sal e 25 gr de fermento de padeiro.
Junte 500 gr de farinha de trigo integral, amasse e bata bem a massa.
Faça uma bola, polvilhe-a com farinha e cubra-a com um pano.
Deixe levedar em local aquecido 1 h.

Queijo de figo

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Esta é uma receita tradicional algarvia que aprecio muito e é um doce que é costume fazer na celebração do dia 1 de Maio.

Ingredientes:
1 kg de figos,
500 gr de miolo de amêndoa,
25 gr de chocolate,
erva doce,
canela,
raspa de limão,
150 gr de açúcar amarelo,
1 cálice de licor de medronho,
1 ch água.

Moem-se os figos e as amêndoas.
Num tacho põe-se a água ao lume com o açúcar e depois juntam-se os restantes ingredientes.
Moldam-se com as mãos passadas por açúcar em forma de queijo ou galinha.
Leva-se a forno médio por 5 m.

Folar algarvio

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Este é um folar de Páscoa tradicional do Algarve, para mim bem mais saboroso que o outro, até porque não sou apreciadora do outro mas deste gosto bastante e é também uma boa alternativa vegans.
Fica o convite a quem ainda não o conhece para o testar nesta pascoa e depois contar qual prefere.

Ingredientes:
500 gr. de farinha,
1 c. (sobremesa) fermento fermipan,
sumo de 1 laranja,
0,7 dl água,
220 gr margarina,
1 cálice aguardente,
sal,
Para barrar:
açúcar amarelo,
canela em pó,
margarina.

Mistura-se a farinha com a margarina, sumo, aguardente, água e o sal.
Desfaz-se o fermento numa porção de água morna.
Faz-se uma cova na farinha e deita-se o fermento diluído.
Amassa-se bem.
Fazem-se bolas que se estendem em circulo com o rolo, de 0,5 cm de espessura.
Barra-se uma forma redonda de alumínio com margarina.
Coloca-se na forma o primeiro circulo e barra-se com margarina, açúcar e canela.
Adiciona-se os outros círculos barrando bem cada um que se coloca.
A última camada barra-se bem com margarina, canela, açúcar.
Não se deve encher a forma mais de metade pois ainda vai levedar.
Deixa-se levedar aprox. 3 horas (até dobrar).
Leva-se ao forno a 200º C por 1 hora

Queijadas de gila

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Esta receita é para todos os que gostam da tradicional doçaria conventual portuguesa, nada light, mas muito saborosa. Nesta receita combina-se o doce de ovos, a gila e a amêndoa, resultando em 8 óptimas queijadas!

ingredientes:
150 gr de farinha,
2 c. (sopa) óleo,
água q. b.,

250 gr. doce de gila,
100 gr de açúcar,
1 dl de água,
100 gr. amêndoa moída,
4 gemas,
canela.

Faz-se a massa com os 3 primeiros ingredientes e deixa-se repousar 10m.
Pré-aquecer o forno a 180º C.
Leva-se a água ao lume e junta-se a amêndoa.
Tira-se do lume e juntam-se as gemas, a canela e a gila.
Forram-se as formas untadas com a massa e coloca-se o recheio.
Vai ao forno.

Arrepiados de amêndoa

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Vou continuar com os doces tradicionais do Algarve, já deve ter dado para notar que sou apreciadora da cozinha algarvia...
Realmente gosto muito da doçaria mas ela é pouco conhecida e é uma pena que o Algarve seja apenas sinónimo de boas praias e sol para aqueles que o visitam que por isso saem de lá sem provar a sua gastronomia.
Para quem quiser conhecer melhor a sua cozinha tradicional o turismo criou um livro gratuito em pdf, com lindas fotos e muitas receitas típicas.
Quanto à receita, são os arrepiados ou almendrados de amêndoa, óptimos para aproveitar claras e muito saborosos.

Ingredientes:
6 claras,
500 gr açúcar,
500 gr amendoa picada,
1 c. (sopa) canela ou de raspa de limão.

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Bater as claras em castelo e misturar, pouco a pouco, o açúcar, as amêndoas e a canela.
Formar pequenas bolas e levar ao forno a cozer, numa folha de silicone.

Estrelas de figos

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Este é um doce típico algarvio que aprecio bastante e que não costuma faltar nem na mesa de natal. É também tão simples de fazer que mal se pode chamar de receita, de qualquer forma para quem ainda não conheça fica a sugestão.

Ingredientes:
20 figos secos,
6 amêndoas peladas e torradas por figo.

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Cortar os figos à volta ou em três bicos consoante se queira fazer círculos ou estrelas.
Para as estrelas juntar dois figos cortados em 3 bicos, abrir as amendoas ao meio e colocar ao longo do rebordo.
Para os círculos juntar as duas metades e proceder de igual forma.
Levar ao forno a dourar.

Para saber mais sobre o bolo-rei

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O bolo rei é uma iguaria que não costuma faltar na mesa de natal de nenhuma família portuguesa, encontrei um artigo sobre a sua história na revista caras decoração que gostava de partilhar.

Por detrás do bolo-rei está toda uma simbologia e tradição com dois mil anos. Este ícone da doçaria natalícia representa os presentes oferecidos pelos reis magos ao menino jesus. A côdea simboliza o ouro, as frutas cristalizadas e secas representam a mirra e o aroma do bolo assinala o incenso.
O bolo-rei terá surgido em França, no tempo de Luís XIV, para assinalar as festas de ano novo e dia de reis. Com a revolução francesa, em 1789, a iguaria foi proibida, por aludir à monarquia, mas os pasteleiros continuaram a confeccioná-lo, sob o nome de gâteau des san-cullottes. A receita foi trazida de Paris para Lisboa por Baltasar Castanheira Júnior, da Confeitaria Nacional, nos finais do séc. XIX. Aos poucos, a receita do bolo-rei generalizou-se, existindo várias versões. Estas tinham em comum apenas o brinde e fava, cujo fim foi ditado há uns anos pelas leis comunitárias.

Natas do ceú

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Este doce faz-me sempre lembrar os meus tempos de estudante pois foi só quando fui estudar para Coimbra que o conheci e é também um doce bastante comum naquela região.

Ingredientes:
5 ovos,
1 pacote de natas (200 gr),
8 c. (sopa) açúcar,
1/2 pacote bolacha maria,
1 c. (chá) agar agar,
6 c. (sopa) água
amêndoa picada

Batem-se as natas com 1 c. de açúcar até engrossarem.
Batem-se as claras em castelo, juntam-se 2 c. açúcar, a agar agar dissolvida em água quente e por fim, sem mexer, envolvem-se as natas.
Preparam-se os ovos moles com as 5 gemas, 5 c. açúcar e 6 c. sopa de água.
Pica-se as bolachas na picadora.
Nas taças alterna-se camadas de ovos moles, de creme e de bolachas.
Cobre-se com amêndoa picada.

Seitan à alentejana

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Esta é uma óptima alternativa para quem tem problemas de colestrol ou quer só diminuir o consumo de carne pois o aspecto e o sabor são iguais à receita original com carne.

Ingredientes:
250 gr de seitan cortado aos cubos,
2 c. (sopa) massa de pimentão,
sal e pimenta q.b.,
4 alhos,
louro e coentros,
1 dl de vinho branco

Tempera-se o seitan com todos os ingredientes e deixa-se durante algumas horas.
Salteia-se em azeite bem quente e serve-se com coentros picados acompanhado de batatas ou migas.

Bolo de alfarroba

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A alfarroba é rica vitamina B1, A, cálcio e contém ainda uma quantidade generosa de fibras solúveis. Não possui praticamente gordura e além disso não contém cafeína nem glúten.


Os bolos de alfarroba para além de fazerem parte da cozinha tradicional algarvia são uma óptima alternativa ao bolo de chocolate para aqueles que são alérgicos ao chocolate pois o aspecto e o sabor são idênticos.

Ingredientes:
1 ch. de óleo,
1/2 ch. leite,
4 ovos,
1 ch. açúcar amarelo,
1 c. (sopa) fermento em pó,
3 c. (sopa) de farinha,
3 c. (sopa) farinha de alfarroba,
100 gr. de nozes picadas,

Mistura-se o óleo, o leite, as gemas e o açúcar. Em seguida adiciona-se a farinha, a alfarroba, o fermento e as nozes e bate-se bem. Por fim adicionam-se as claras em castelo.
Levar ao forno a 200ºC.

Sopa de tomate

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Ingredientes:
Igual peso de batatas e de tomate pelado e picado,
um pouco menos peso de cebola,
2 ovos

Coze-se tudo e passa-se pela varinha.
Leva-se novamente ao lume e tempera-se com sal azeite e uma pitada de açúcar, adicionam-se os ovos e mexe-se.

Tofu à brás

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Esta é uma alternativa rápida e saborosa ao tradicional bacalhau à brás
também faço com a mesma quantidade de rebentos de soja ou soja granulada em vez do tofu

Ingredientes:
2 batatas médias,
1 chávena tofu esmagado,
1 cebola,
2 dentes de alho,
1 ovo,
azeitonas,coentros, sal e pimenta

Frite as batatas em palha.
Faça um refogado com azeite e a cebola picada e depois junte o alho. Adicione o tofu e tempere.
Vá sempre mexendo e adicione depois as batatas palha e o ovo batido.
Sirva com coentros picados, azeitonas e tomate picado.